Comissão de Urbanismo da Câmara de Vereadores de Joinville discute formas de coibir coleta clandestina de lixo para garantir estoques de cooperativas

A Comissão de Urbanismo da Câmara de Vereadores de Joinville debateu nesta terça-feira (12/6) denúncia de coleta clandestina de lixo reciclável em Joinville. Caminhões não autorizados estariam recolhendo os resíduos antes dos veículos da Ambiental, a prestadora do serviço paga pelo contribuinte. A ação deles, somada à baixa separação do lixo nas residências, diminuiu os estoques de materiais das cooperativas de reciclagem.

O vereador Natanael Jordão (PSDB), que propôs o debate, afirmou que deve apresentar um projeto de lei para garantir que o material reciclável produzido no município seja utilizado apenas pelas cooperativas de Joinville.

O diretor de Operações da concessionária de coleta de lixo (Ambiental), Jurandir da Silva, afirmou que a empresa não pode fazer nada para coibir esse tipo de atividade clandestina, já que não tem poder de polícia.

A Ambiental informou que realmente houve uma diminuição da quantidade de lixo recolhida, que é de 780 toneladas por mês, em média, mas já foi de 1.200 toneladas mensais. “Acreditamos que o caminho para acabar com o problema seja caracterizar que o lixo reciclável seja de propriedade do município, e seria competência do Legislativo municipal achar a forma legal para isso”, disse.

Para o coordenador da Associação Ecológica de Recicladores e Catadores de Joinville (Assecrejo), Severino Nunes, a cooperativa está recebendo atualmente 90 toneladas mensais de resíduo reciclável, e tem capacidade para 150 toneladas. “Dezoito famílias dependem da renda da cooperativa. Se os caminhões clandestinos continuarem tirando essa fonte de renda, vai ficar complicado”, afirmou.

Segundo o engenheiro agrônomo e presidente da Associação de Preservação e Equilíbrio do Meio Ambiente de Santa Catarina (Aprema), Gert Fischer, “em alguns municípios o descarte do resíduo reciclável é feito em sacos de cores diferenciadas, para caracterizá-lo para um destino específico; isso pode ser uma saída”. Ele disse ainda que os caminhões para coleta de resíduos devem ser licenciados para essa função específica e que uma saída seria aumentar a fiscalização.

 

(Por Jornalismo CVJ / Marina Bosio/ Edição: Carlos Henrique Braga)

 

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