A história de superação de Jatobá, paratleta joinvilense que conquistou ouro e prata nas Paralimpíadas Universitárias

Paratleta de Joinville Alva Rita, o Jatobá
Paratleta de Joinville Alva Rita, o Jatobá, voltou a se destacar em competição (Foto: Divulgação)

Com uma história de superação após descobrir uma doença que causa a perda gradual de visão, o paratleta de Joinville Alva Rita, o Jatobá, conquistou duas medalhas na Paralimpíadas Universitárias 2019: um ouro no lançamento de disco e a prata no arremesso de peso. Ele repetiu o ótimo desempenho que obteve no ano passado, com dobradinha no pódio em diferentes modalidades. Ele representa a Aupex.

A competição ocorreu aconteceu entre 24 a 26 de julho na cidade de São Paulo e reuniu os melhores paratletas estudantes do País. “Foi o segundo ano consecutivo que participei, mas cada competição é diferente. A conquista me ajudou a garantir a vaga para o Fisu”, destaca o acadêmico do curso de Educação Física da Aupex Uniasselvi. O Fisu America Games é um Pan-Americano voltado exclusivamente para o público universitário e será realizado em 2020, no México.

Jatobá já está há seis anos na primeira colocação do ranking nacional em sua categoria de baixa visão no lançamento de disco. O paratleta participa de diversas competições nacionais apoiado pela Aupex. 

O esporte mudou a vida do paratleta

Em 2001, quando tinha 20 anos, Alva começou a apresentar sinais de dificuldade de visão. O diagnóstico demorou mais de dois anos para ser confirmado, até que o jovem foi diagnosticado com retinose pigmentar.  A doença degenera a retina e causa perda gradual de visão. Jatobá relembra que, naquela época, precisou parar de fazer muitas atividades.

Mas o esporte mudou sua vida.  “Em 2007 conheci pessoas com o mesmo problema que o meu e descobri que poderia praticar o paradesporto. Elas me levaram para fazer um teste no atletismo e  no ano seguinte eu já estava competindo”, conta.

Desde 2009 Jatobá se destaca no lançamento de disco em nível nacional. O atleta acumula títulos de campeonatos rstaduais, regionais e nacionais. Ele lamenta que na última Paralímpiada no Rio de Janeiro, em 2016, não tenha sido realizada a prova pela categoria em que compete.

Ajuda da tecnologia

O atleta sempre gostou de futebol, handebol e vôlei, e não desistiu de acompanhar os esportes apesar da doença visual. Jatobá conta com a tecnologia para estudar e assistir a vídeos, citando o aplicativo talkback e o notebook para baixa visão, além da tradicional lupa.  Sua visão é inferior a 20/200, o que significa que ele enxerga um objeto a um metro de distância, enquanto uma pessoa com visão perfeita enxerga o objeto já a dez metros de distância.

Na faculdade de Educação Física, Jatobá percebeu que poderia aplicar sua experiência como atleta ao tornar-se professor.  ” Estou muito feliz em estudar em uma instituição que incentiva o esporte”, diz o acadêmico.

(Com informações da jornalista Dyorgia Danielly da Rosa Bogo Pereira / Aupex)

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