Aprender brincando: o caminho para gostar de matemática

Disciplina considerada tediosa, a matemática é um problema que passa de pai para filho. Pais resistentes aos cálculos e números transferem para as crianças, mesmo sem querer, uma visão negativa da matéria, o que influencia no aprendizado. Mas como fazer que as crianças encarem a Matemática com menos desconfiança? Especialistas explicam que interagir com a disciplina de maneira amigável e prazerosa facilita a compreensão.

Segundo o coordenador da área de Matemática do Sistema Positivo de Ensino, Carlos Wiens, o estudante precisa entender o problema para então desenvolver estratégias, levantar hipóteses e tomar decisões. “A discussão dos conteúdos, colocada de maneira prática, estimula o aluno a vivenciar o que está sendo estudado, permitindo uma compreensão mais ampla dos conceitos e sua aplicação”, afirma. De acordo com ele, os conteúdos que os estudantes precisam aprender devem fazer sentido. “É preciso atribuir a eles um significado prático, para que os estudantes consigam responder ‘para que’ estão aprendendo a matéria em questão”, completa.

E, para facilitar o aprendizado, o ensino da matemática deve ser iniciado sempre com uma discussão sobre a matéria, levando em conta a visão do aluno, a interação com colegas, professores e o conteúdo apresentado, transformando a curiosidade do estudante em ferramenta de aprendizagem. A psicopedagoga Adriana Herdt, professora de matemática do Positivo, acredita que por meio de atividades que fujam do convencional é possível desmistificar a disciplina e conquistar a atenção e o envolvimento dos alunos.

“Eles adoram quando iniciamos uma aula no pátio da escola, convidando-os a saborear um picolé e provocando-os a relacionar essa atitude com a matemática (calorias ingeridas, preço do picolé, código de barra, data de validade, peso líquido e peso bruto etc.). Em seguida, na sala de aula, fazemos atividades relacionadas à prática realizada, como, por exemplo, comparar as calorias e usar a receita com todos os ingredientes para fazer uma porção, o dobro, o triplo, a metade etc”, conta.

“Não podemos continuar a explicar os conteúdos escrevendo no quadro, de costas para o aluno, sem envolvê-lo. Precisamos torná-lo protagonista e fazê-lo ver que a matemática está muito além da sala de aula, em lugares onde antes ele não enxergava”, ressalta Adriana. Ela reforça que é preciso desapegar da forma tradicional de ensinar matemática e aproveitar as ferramentas atuais às quais o aluno tem acesso, como computadores, smartphones e de diversos canais de informação na internet.

“Toda essa tecnologia já faz parte do seu dia a dia”, afirma a professora, acrescentando que o celular pode ser utilizado com ferramenta de pesquisa em sala de aula e o aluno pode exercitar a matéria por meio da robótica, da linguagem de programação e dos jogos digitais, e atividades como o Pense+Matemática, a Academia da matemática, olimpíadas online e trilhas matemáticas. “Com essas ferramentas, ele se sente muito mais à vontade com a disciplina”, revela.

Como os pais podem ajudar

A interação entre os pais e a rotina diária do estudante também pode contribuir para o aprendizado. “Fora da sala de aula, os pais devem ajudar os filhos a utilizarem os conceitos matemáticos”, afirma Wiens. E, o melhor caminho para a criança gostar de matemática, é aprender brincando.  Brincadeiras que promovem a interação em grupo, por exemplo, desafiam e desenvolvem o raciocínio lógico. Jogos como amarelinha e pega-pega envolvem conceitos de espaço, forma e tempo.

Algumas histórias infantis trazem questões que chamam a atenção para noções de quantidade e medidas. Dobraduras e quebra-cabeças também ajudam a desenvolver o raciocínio geométrico. “Com o tempo, as crianças já podem auxiliar os pais, fazendo contas durante as compras no supermercado, por exemplo”. Wiens ressalta ainda que os adultos devem sentar com as crianças para fazer a lição de Matemática – lembrando que, hoje, o ensino da disciplina parte do ponto de vista do estudante e que o erro não deve ser tratado como um problema, mas sim como parte do aprendizado.

Sobre o Colégio Positivo

O Colégio Positivo compreende cinco unidades na cidade de Curitiba, nas quais nasceu e se desenvolveu o modelo de ensino levado a todo o país e ao exterior. O Colégio Positivo Júnior, o Colégio Positivo – Jardim Ambiental, o Colégio Positivo –  Ângelo Sampaio, o Colégio Positivo Hauer e o Colégio Positivo Internacional atendem alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, sempre combinando tecnologia aplicada à educação, material didático atualizado e professores qualificados, com o compromisso de formar cidadãos conscientes e solidários. Os alunos têm à sua disposição atividades complementares esportivas e culturais, incentivo ao empreendedorismo e aulas de Língua Inglesa diferenciadas, além de aprendizado internacional na unidade que leva essa proposta em seu nome. Em 2016, foram incorporadas ao grupo duas novas unidades do Colégio Positivo Joinville, em Santa Catarina, em 2017, a unidade do Colégio Positivo – Santa Maria, em Londrina (PR) e, em 2018, duas unidades em Ponta Grossa (PR): Colégio Girassol e Colégio Positivo Master.

Sobre o Sistema Positivo de Ensino

É o maior e mais tradicional sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem.

Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversas disciplinas, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltados à educação.

(Por Patricia Lourenço)

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