ARTE PARA TODOS – Evento em Joinville discute o fazer artístico dentro dos contextos social, político e econômico brasileiro

“Arte pra quê?” é o tema do 3º Seminário e da 8ª Mostra Arte para Todos
promovidos pelo Impar nos dias 29 e 30 de novembro.

“Arte pra quê?” A grande pergunta da classe artística é a reflexão que o Instituto de Pesquisa da Arte pelo Movimento (Impar) propõe como tema no 3º Seminário e na 8ª Mostra Arte para Todos. Os eventos serão realizados nos dias 29 e 30 de novembro, no Capitão Space e no Teatro ETT – UniSociesc, em Joinville.

A programação contará com exposição de obras de alunos das Oficinas de Artes Visuais do Programa de Formação Cultural Arte para Todos (no Capitão Space), rodas de conversa, demonstração de processos utilizados nas oficinas de vivência artísticas do Impar e apresentação do “Manifesto Cênico: Grupo de 8 com 12”, da Oficina de Teatro do SOIS – Arte para Todos / Casa da Cultura, e também da peça “Olhares”, com o Grupo de Teatro Arte para Todos.

A entrada no seminário e na mostra é gratuita. As apresentações teatrais têm ingressos de R$ 20 (meia-entrada: R$ 10), que  PODEM SER ADQUIRIDOS POR AQUI ou nos seguintes pontos de venda: A Página Livrarias – Rua Dr. João Colin, 475, Centro, e Loja Arcobaleno – Rua General Câmara, 483, Bom Retiro. Os eventos são uma realização do instituto de Pesquisa da Arte pelo Movimento (Impar) e contam com o apoio da ONG Moradia e Cidadania, Capitão Space, AJOTE, Teatro ETT, UniSociesc, RW Contadores.

Cultura reduz violência

“Arte pra quê?” é o questionamento que o Impar e o Arte para Todos têm feito ao longo desse ano, um período em que a arte e a cultura foram severamente criticadas e condenadas em diferentes contextos e grupos sociais. Ao mesmo tempo em que o fazer artístico é questionado, estudos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) comprovam que investir em arte e cultura reduz o quadro de violência e criminalidade, colabora com os processos de ensino e aprendizagem, melhora a saúde física e psíquica da pessoa, gera empregos, renda e diversas oportunidades de negócios e resulta num retorno de investimento de 59% para os cofres públicos – e ainda traz alegria e beleza para a vida das pessoas (fonte: https://exame.abril.com)

Diante disso, o Impar chega ao oitavo ano do Arte para Todos refazendo essa pergunta, para buscar entender o sentido de fazer arte dentro do contexto social, político e econômico brasileiro.

Pergunta provocativa

“Nestes tempos difíceis, de opressão política e social, onde os abismos sociais estão cada vez maiores, nós estamos fazendo arte para nos encontrarmos, para sentirmos que estamos vivos, para sonhar junto com as pessoas que gostamos e acreditamos. A pergunta ‘Arte pra quê?’ é provocativa porque queremos mesmo debater isso. A arte é nosso ofício, é o que amamos fazer e precisamos que as pessoas entendam isso de uma forma política, que vejam o quanto ela é importante para a nossa vida em diversos aspectos. O debate precisa acontecer. É só conversando que a gente vai conseguir chegar a um consenso e ao maior respeito ao nosso ofício”, enfatiza Nathielle Wougles, presidente do Impar.

Confira a programação:

 

ARTE PRA QUÊ?

3º SEMINÁRIO E 8ª MOSTRA ARTE PARA TODOS

29 e 30 de novembro/2019 – Joinville – SC

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29 de novembro

Local: Capitão Space

Av. Marques de Olinda, 3340. Bairro Glória.

18h30 – Exposição de obras de alunos das Oficinas de Artes Visuais do Programa de Formação Cultural Arte para Todos. *Atividade gratuita.

19h – ARTE PRA QUÊ? – Vivência em Artes Visuais, com o professor José Mauro Silva e produção de obra coletiva. Mediação: Iraci Seefeldt – jornalista e produtora cultural.

*Atividade gratuita. Inscrições no local.

20h – Celebração e Roda de Conversa. *Rodízio de Pizza – Adesão: R$ 20,00.

30 novembro

Local: Teatro ETT – UniSociesc Boa Vista

Rua Albano Schmidt, 3.333. Bairro Boa Vista

9H ÀS 12H: SEMINÁRIO ARTE PARA TODOS.

*Inscrições gratuitas no local.

9h – Reconhecimento e identidade: dinâmicas de integração com a professora de teatro e terapeuta ocupacional, Nathielle Wougles.

9h30 – Demonstração de processos em teatro, com o professor Robson Benta e alunos do Laboratório de Teatro do NAIPE – Arte para Todos / Casa da Cultura Fausto Rocha Jr.

10h – ARTE PRA QUÊ?: painel e roda de conversa com profissionais convidados. Mediação: Marisa Toledo – musicista e agente cultural.

19H30: MOSTRA ARTE PARA TODOS

*Classificação indicativa: Livre.

  • MANIFESTO CÊNICO: GRUPO DE 8 COM 12

Oficina de Teatro do SOIS – Arte para Todos / Casa da Cultura

Professor e diretor: Robson Benta. Duração: 15min.

  • OLHARES

Grupo de Teatro Arte para Todos

Direção: Robson Benta. Duração: 30min.

*Ingressos: R$ 20 (meia entrada: R$ 10)

Site: https://enjoyticket.com.br/novo/index.php?pg=evento&idevento=65

Pontos de venda:

A Página Livrarias – Rua Dr. João Colin, 475, Centro

Loja Arcobaleno – Rua General Câmara, 483, Bom Retiro

Realização: Instituto de Pesquisa da Arte pelo Movimento (Impar)

Apoio: ONG Moradia e Cidadania, Capitão Space, Ajote, Teatro ETT, UniSociesc, RW Contadores.

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MOSTRA ARTE PARA TODOS

Sinopses das apresentações teatrais:

MANIFESTO CÊNICO: GRUPO DE 8 COM 12

Oficina de Teatro do SOIS – Arte para Todos / Casa da Cultura

Quem mais entende das engrenagens e eficácia do Sistema Público de Saúde, certamente, são os profissionais que atuam na rede e os usuários finais, ou seja, as pessoas que utilizam os serviços. Conscientes dessa verdade, profissionais e usuários da Rede de Atenção Psicossocial de Joinville defendem as diretrizes da Portaria do Ministério da Saúde, no 3.088, de 23/12/2011, que cria a RAPS – Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde, e alertam para os perigos de uma real aplicação da Nota Técnica no 11/2019, da Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde.

 

OLHARES

Grupo de Teatro Arte para Todos

O tempo, inevitavelmente, provoca mudanças em nós e em tudo o que nos cerca. No Arte para Todos, nossos olhares também mudaram. Criada pelo grupo em 2013, a peça mantém sua proposta original: no palco, os atores olham para o mundo, o mundo olha para eles e o grupo olha para si mesmo. Vários “Olhares” vivenciados por pessoas que muitas vezes são invisíveis na nossa sociedade. Mas o que eles levam para a cena agora, cinco anos depois, é uma consciência maior sobre os lugares que ocupamos na vida em sociedade e das diferenças entre como “EU ME VEJO” e como “O MUNDO ME VÊ”. Para que sejam respeitados, os atores precisam olhar para si de forma independente. A compreensão de suas possibilidades, mais do que suas limitações, é fator fundamental para uma existência plena, para eles e para todas as pessoas. Ao se colocarem com suas verdades no palco, os atores desafiam todos nós ao exercício da empatia e do resgate da nossa humanidade.

 

(Com informações da jornalista Maria Cristina Dias)

 

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