Concursos públicos na área trabalhista oferecem salários atrativos. Confira dicas para otimizar os estudos

A área trabalhista oferece muitas oportunidades de ingresso em seus quadros via concurso público tanto para quem possui graduação em nível superior, quanto para quem tem formação até o nível médio. É uma área específica do Direito que exige do candidato afinidade com os temas.

A Magistratura do Trabalho, por exemplo, é umas das carreiras jurídicas mais desejadas, assim como o Ministério Público do Trabalho e Auditor Fiscal do Trabalho. As carreiras que exigem graduação em Direito são: Magistratura do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, e Analista Judiciário dos Tribunais Regionais do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho. A carreira de Analista Administrativo exige curso superior em qualquer área.

As carreiras que exigem formação até o nível médio são: Técnico dos Tribunais Regionais do Trabalho e do Tribunal Superior do Trabalho. O concurso para Auditor Fiscal do Trabalho tem viés trabalhista, mas está concentrado na área fiscal e exige graduação de nível superior em qualquer área.

O âmbito regional de atuação que compreende a área é composto por 24 Tribunais Regionais do Trabalho (TRS) presentes pelo Brasil. Excepcionalmente, o Estado São Paulo concentra 2 TRS (12ª Região na baixada Santista e 15ª Região em Campinas). Há ainda o Tribunal Superior do Trabalho (TST) situado em Brasília.

Seja qual for o nível do concurso escolhido pelo candidato, este vai exigir foco e disciplina para assimilação do conhecimento específico para contemplar o que pede o edital. “A elite da área trabalhista está na Magistratura do Trabalho e no Ministério Público do Trabalho, entretanto, a dificuldade para ingressar nessas carreiras vem aumentando dado o grande interesse demonstrado em razão da atratividade das remunerações, que podem variar de R$ 6 mil (Técnico dos Tribunais), R$ 12 mil (Analista Judiciário dos Tribunais) a R$ 28 mil (Magistratura do Trabalho e Ministério Público do Trabalho)”, ressalta o professor Leone Pereira, coordenador da área Trabalhista do Damásio Educacional e autor de várias obras jurídicas.

O concurso da Magistratura do Trabalho, por exemplo, é formado por cinco etapas: 1ª) múltipla escolha; 2ª) questões discursivas, 3ª) sentença trabalhista, 4ª) exame oral, e, por fim, a 5ª) avaliação dos títulos. As quatro primeiras são eliminatórias e a última classificatória, além da exigência de ter experiência em atividade jurídica comprovada de três anos.

“Portanto, é necessária preparação específica de excelência, muita persistência, foco e determinação. Estudar em um bom curso preparatório é recomendado”, avalia o professor Leone. A estimativa é de que o candidato esteja preparado para ser aprovado a partir do terceiro ano de estudo e que no quinto ano as aprovações comecem a acontecer em maior número.

Dicas não faltam para otimizar o sucesso nos estudos:

– Conhecer a estrutura habitual da prova
– Definir dias, horas e material de estudo específico do concurso
– Começar os estudos pelas disciplinas básicas do concurso
– Dedicar mais tempo às disciplinas mais complexas do concurso
– Treinar: redação do concurso e simulados
– Preparar o físico e o psicológico para as provas
– Ficar atento às mudanças na legislação
– Se couber no orçamento, fazer um bom curso preparatório
– Separar um tempo livre: conviver (evitar isolamento), se divertir, procurar algo que proporcione prazer. Durante o processo de preparação isso faz diferença.

(Por Damásio Educacional)

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