Evolução no tratamento de diabetes

O mês de novembro é dedicado à prevenção do diabetes e do câncer de próstata. Leia
abaixo texto de um dos maiores especialistas no tratamento do diabetes.

 

Por Dr. Dalisbor Marcelo Weber Silva*

 

Pelo menos nos últimos 30 anos a compreensão e o tratamento da doença diabetes deram um salto muito grande. Naquela época, além de não haver metas para controle que mostrasse a longo prazo diminuição de riscos provocados pela doença (cegueira, diálise por perda dos rins, amputação de pernas, infarto e derrame), o tratamento não era tão simples.

O fato novo na época era o aparecimento de insulina derivada de porco, mas altamente purificada, diminuindo as possibilidades de alergia que ocorriam. As seringas usadas continham agulhas que causavam pavor aos não-adeptos de aplicação diária. Os comprimidos causavam grandes efeitos colaterais, e frequentemente provocavam hipoglicemia (queda dos níveis de açúcar no sangue).

Desde então descobriram-se novas maneiras de tratar o diabetes. Os parâmetros de controle ficaram mais claros, a tecnologia tem facilitado o bom controle sem tantos sofrimentos, e as medicações mais voltadas à segurança.

Ainda a velha metformina continua sendo uma medicação excelente no tratamento do diabetes tipo 2. Novos conhecimentos de seu funcionamento mostram não só bom controle da glicose, mas parece ter efeito protetor em relação ao câncer. Estudos continuam avaliando seus mecanismos de ação. E a vantagem é seu custo ainda baixo.

Novas classes de medicamentos foram incorporadas ao tratamento do diabetes nestes últimos anos. Desde medicamentos que atuam na resistência à insulina como na ação de hormônios intestinais e na perda de glicose pela urina. Estes se mostrando inclusive protetores de doenças cardíacas, que afligem tanto as pessoas com diabetes no decorrer da vida.

Novas insulinas foram criadas para apresentar melhor ação e durabilidade, assim como maior segurança, evitando os riscos de hipoglicemia (glicose baixa no sangue), que é tão grave e deve ser evitada.

A tecnologia tem possibilitado para os que apresentam diabetes tipo 1 medidores de glicose mais inteligentes, e bomba de infusão de insulina, que parecem um pâncreas artificial. Naturalmente o custo de tanta novidade é elevado, e infelizmente o acesso não é universal. Porém, como tudo, novas descobertas na compreensão que levam ao tratamento mais adequado aparecem, e assim os custos também vão diminuindo.

Independentemente disso tudo, o bom estilo de vida ainda é muito importante para o bom controle, como fazer atividade física pelo menos 50 minutos três vezes na semana, em dias intercalados, cuidar da alimentação, evitando açúcares de absorção rápida, não fumar, levar uma vida mais tranquila. Tudo isso, associado ao tratamento adequado, ajuda a evitarmos as complicações.

 

Dr. Dalisbor Marcelo Weber Silva (CRM-SC 5149 – RQE 1114)

Especialista titulado pela SBEM –  Endocrinologia e Metabologia – Mestre em Medicina Interna

Responsável Técnico da Clínica EM.DIA – Endocrinologia, Metabologia e Diabetes

Professor convidado da Faculdade de Medicina da Univille – Joinville – SC

47-30291890 – Rua Dr. Plácido Gomes, 520, Anita Garibaldi – Joinville-SC- 89202-050

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