Fabiana Carrara

Mamãe sem mimimi

Fabiana Carrara

Jornalista


Jornalista há mais de 20 anos, formada na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP), acumula experiência em redação de jornais e revistas, assessoria de imprensa e jornalismo corporativo. Também se aventura um pouco pela publicidade. Das pouco mais de duas décadas de profissão, 16 anos foram vividos em veículos de comunicação de Joinville, cidade que adotou como sua em 2001. Os interesses são variados, mas desde 2011,quando se tornou mãe, o universo materno e feminino se tornou foco de muitas leituras, pesquisas e indagações.

Por Fabiana Carrara*

É clichê, mas é verdade. Ser mãe é mesmo padecer no paraíso. Desde que se descobre grávida a mãe padece: dores, enjoo, desconforto. Mas, paradoxalmente, vive delícias: o bebê mexendo, o som do coração no ultrassom, as roupinhas e inúmeras coisinhas fofas feitas para aqueles seres tão pequenininhos.

Agora, se tem uma coisa que acompanha as mães deste século 21 como uma sombra negra é a tal da culpa. Por tudo. Porque deixou o bebê chorar, não conseguiu amamentar, porque a criança engasgou, não deu para ir na reunião de pais, chegou atrasada na festinha da escola. A criança tossiu, teve febre, caiu, chupou bala… Ufa, tudo é motivo de culpa.

Também, nunca as mães foram tão cobradas – e nem se cobraram tanto – como agora. Blogs maternos, que se proliferaram assustadoramente nos últimos anos, se encarregam de disseminar hábitos impossíveis, realidades mascaradas, vidas irreais. E a gente cai no golpe. E começa a se achar a pior das piores mães. Afinal, que espécie de mãe deixa o filho comer chocolate, tomar refrigerante, dormir sem tomar banho, jogar no celular?!

Para tudo! A vida não tem que ser assim, cheia de regras. Cada um é um e cada mãe sabe o que é bom para seu filho. Tenho total convicção disso. Nada de se comparar a outras mães, nada de comparar crianças. Cada criança tem seu ritmo, cada família é uma, o que serve para você pode não servir para mim. Ser mãe é uma das experiências mais transformadoras na vida de uma mulher. Maravilhosa. Transcendental. Assustadora. Desafiante. Linda, principalmente se vivida com leveza. Essa é minha busca diária. A leveza da vida. Pense nisso!

*Jornalista