Inverno ou Verão?

Por Mauro Artur Schlieck*

Esta dúvida não é só minha.

O mês de julho foi considerado, segundo noticiários respeitados no mundo todo, o ano mais quente que se tem registro da história.

O aquecimento global é uma realidade, senhores presidentes! É preciso dar o primeiro passo antes que não dê mais para caminhar, respirar, viver….

A iniciativa privada aqui no Brasil busca formas para mudar isso. O exemplo de que falo foi de uma reportagem que fala sobre o uso de gás natural em caminhões. Menos poluente e mais barato. No entanto, precisamos melhorar muito para que o inverno seja inverno e o verão seja verão.

Trocando mensagens com a jornalista Rô Wolff, que mora na Alemanha, ela me conta como é o clima por lá. Então pensei em fazer algumas fotos aqui de Joinville e mandar para ela.

O inverno aqui em Joinville, região litorânea do Norte do Estado de Santa Catarina, não é tão frio como no Planalto Serrano. Mesmo assim, o frio vem. Em 2019 quase não fez frio neste nosso “inverno”.

Havia algum tempo que eu estava com vontade de fotografar uns dos rios que abastecem a cidade de Joinville. O escolhido foi o rio Cubatão. É um rio que nasce na Serra do Mar e vem ganhando volume d’água ao longo do seu curso. Serpenteado morros, pedras e cruzando a Mata Atlântica, o rio da vida mostra suas veias de formas e cores.

Fotografar na região do Quiriri não é difícil. Por todos os lados, por toda parte, a natureza nos brinda com todo tipo de luz, cores, formas, texturas e sons. As imagens são exuberantes e a mudanças da luz, nas primeiras horas da manhã, acontecem de forma muito rápida.

Já satisfeito com o material fotográfico das águas e a caminho, encontro uma velha casa enxaimel. Não consigo me conter. Desço do carro e me ponho à disposição da minha missão.

Moradia dos primeiros desbravadores desta cidade, esta casa faz parte da paisagem com muitas histórias e conquistas. Nela se abrigaram e ainda se abrigam Joinvilenses descendentes de alemães. Bati palmas com a intenção de me apresentar aos moradores. Ninguém atendeu. É provável que estejam na roça.

No quintal, que é bem grande, além de ervas, que servem de tempero, as flores dão um colorido e contrastam com o céu. É o azul mais azul do azul que o inverno apresenta aos olhares mais atentos. Se alguém um dia quiser me intitular de alguma, coisa gostaria que se referisse a mim como o Fotógrafo do Céu Azul. Adoro!

Nesta imensidão de vida, a solidão dos meus passos me faz bem. O privilégio de poder fazer essas fotos me serve de inspiração para seguir em frente. Saber que amanhã a vida vai continuar a mostrar que há sempre algo novo à nossa espera a cada curva da estrada empoeirada da vida. E o inverno será mais intenso para uns e mais colorido para outros. Tudo é um momento e movimento.

*Mauro Artur Schlieck é repórter-fotográfico

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