Leia Mulheres Joinville: “A Mulher Desiludida”, obra de Simone de Beauvoir, é tema do clube do livro de dezembro

"A Mulher Desiludida"

Última edição de 2018 ocorre no próximo domingo (16),
na Casa Iririú, e tem entrada gratuita.

O Leia Mulheres Joinville realiza no dia 16 de dezembro (domingo), o seu último encontro de 2018, discutindo a obra “A Mulher Desiludida” (1967), um clássico da escritora, filósofa e intelectual, ativista e professora francesa Simone de Beauvoir.

A roda de conversa do grupo – que tem como objetivo propor ações para inclusão da presença da mulher no mercado editorial –, acontece na Casa Iririú (Rua Guaíra, 634, bairro Iririú), às 15 horas. Com caráter itinerante, o clube contempla, a cada mês, centros culturais e alternativos da cidade. A mediação é feita pela jornalista Marcela Güther. A entrada é gratuita.

Sobre o livro “A Mulher Desiludida”

Integrante do movimento existencialista francês, Beauvoir foi considerada uma das maiores teóricas do feminismo moderno. Autora do famoso ensaio “O Segundo Sexo” (1949), lançou em 1967, pouco antes de completar 60 anos, sua melhor obra literária: “A Mulher Desiludida”.

O livro reúne três contos: “A idade da discrição”, “Monólogo” e “A mulher desiludida”. São três histórias distintas, independentes. Na primeira, um casal de intelectuais se vê em conflito com as posições cada vez mais conservadoras do filho, o que se pode ver como prenúncio do choque de gerações de Maio de 68. Na segunda se dá o monólogo de uma mulher angustiada e fora de si, após dois casamentos fracassados e o suicídio da própria filha. A última história trata do desmoronamento da vida de uma mulher abandonada pelo marido e desprezada pelas filhas.

Indo do envelhecimento, passando pela solidão e culminando no abandono dos entes queridos, os contos refletem sobre a condição da mulher e seu papel na sociedade.

Sobre o Leia Mulheres

O #LeiaMulheres é inspirado no #readwomen2014, projeto-manifesto criado pela escritora e ilustradora britânica Joanna Walsh. A ideia por trás da hashtag tem a ver com uma luta cada vez mais compartilhada de empoderar mulheres escritoras que sobrevivem a um mercado editorial com preponderância de vozes masculinas.

No Brasil, o movimento, criado em São Paulo há quatro anos, já abrange mais de 100 cidades, sendo cinco catarinenses: além de Joinville, há clubes de leitura de autoras mulheres em Florianópolis, Blumenau, Lages e São José.

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