O futuro da educação

Por Diogo Richartz Benke*

Nos últimos anos, pesquisas e tendências apontam para profundas mudanças educacionais. Há quem assinale o fim de carreiras e o nascimento de outras tantas ligadas à tecnologia; institutos indicam que os estudantes que se formarem no ensino superior passarão por mais de dez profissões durante sua vida profissional e colocam as habilidades socioemocionais como diferencial para o profissional do amanhã.

Todas estas previsões ajudam a desenhar a educação que precisamos oferecer aos estudantes para que estejam preparados para o mercado de trabalho. Cabe, à academia, entregar um ensino de qualidade, moderno e que faça sentido em um mundo cada vez mais diverso e exigente. A antiga escola já não oferece mais o que os estudantes procuram e, ainda mais importante, o que precisam para se destacarem profissionalmente.

Mudar o olhar para a maneira como transmitimos conhecimento e, mais ainda, rever o papel do professor são temas que devem fazer parte dos tópicos de discussão das instituições de ensino, sejam elas públicas ou privadas.

Um professor que passa a ser mentor e facilitador do conhecimento, um currículo alinhado com as tendências mundiais, parcerias que fortaleçam o conteúdo e que aproximem a academia do mercado de trabalho são iniciativas que fazem a diferença e ajudam no caminho para uma educação mais inclusiva, disruptiva e que atenda aos anseios das empresas e dos estudantes.

O profissional do amanhã, que será formado por instituições hoje, deve ter a inovação e o empreendedorismo como pontos altos de suas habilidades. Se as empresas buscam profissionais que tenham autonomia, facilidade para resolver problemas e segurança para tomar decisões são estas competências que precisam ser desenvolvidas.

Ampliar ou adaptar o currículo tradicional para uma grade robusta e que agregue valores éticos, habilidades sociais e inovação são pré-requisitos fundamentais para ajudar a construir as bases de um profissional preparado para o futuro. Por isso, a função das instituições se torna primordial no que tange o pensar o futuro da educação. Cada vez mais, devemos formatar uma base sólida e fornecer aos estudantes as ferramentas de que precisam para ingressar no mercado de trabalho.

*Diogo Richartz Benke é reitor da Católica SC

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