Pelo fim da violência contra a mulher

Por Tarciano Oliveira*

O total de 42 mortes de mulheres em razão de violência doméstica registrado em 2018, em Santa Catarina, assusta e acende um alerta de que a sociedade precisa se mobilizar para evitar que novos casos ocorram. Prevenir que mais agressões e assassinatos aconteçam é uma responsabilidade de todos nós. Isso porque muitas das mortes dessas mulheres, principalmente as que ocorrem dentro dos lares, poderiam ser evitadas com conscientização.

O preconceito de que não se deve meter a “colher” nas brigas domésticas tem que acabar. E a melhor maneira é não se calar. A denúncia de casos de violência hoje é o principal recurso para impedir que a situação se repita. Pensando nisso, as 14 empresas que integram a Associação Catarinense das Indústrias de Água Mineral (Acinam) se uniram para divulgar o 180, o número da Central de Atendimento à Mulher, em mais de 1 milhão de garrafões, de 20 litros d’água mineral exclusivos da Acinam.

Agora, as casas dos catarinenses terão o telefone bem visível nos vasilhames durante a campanha “Diga não à violência à Mulher, menos ódio mais amor”, que foi lançada em Florianópolis no dia 30 de janeiro com a presença de Maria da Penha, símbolo da luta pelo direito das vítimas. Esta foi a maneira que encontramos para mostrar que qualquer pessoa pode denunciar agressões. Importante destacar que o 180 atende diariamente 24 horas por dia.

Como entidade engajada e preocupada em contribuir para o bem da sociedade, a Acinam tem consciência da responsabilidade de realizar campanhas como esta. Em 2013, em parceria com o Hemosc, a entidade incentivou a doação de sangue pelo Estado e mais de cinco milhões de pessoas foram impactadas pela ação. Desta vez, queremos conscientizar que a todos são responsáveis em dar um basta à violência contra a mulher colaborando para valorização e respeito das mulheres.

Hoje, quase 30 milhões de lares brasileiros são chefiados por mulheres e elas ocupam 44% dos empregos no País. O crescimento destes índices é benéfico para todos. Nações onde há igualdade, como Islândia e Noruega, por exemplo, têm melhor economia e são mais avançados. O Brasil precisa caminhar seguir por este caminho, com menos ódio e mais amor.

Saiba mais:
acinam.com.br


*Por Tarciano Oliveira, presidente da Associação Catarinense das Indústrias de Água Mineral (Acinam)

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